terça-feira, 22 de junho de 2010

* 2010 - CENTRO DE ATIVIDADES * CONSTRUÇÃO


*

AUMENTO DA TAXA DE CONDOMÍNIO



* Resposta da OUVIDORIA ABAIXO


Prot. 0206-001/BH – 02.06.2010.
Correspondência protocolada na sede do MTC e cópia enviada por e-mail.


Senhor Sérgio Bruno Zech Coelho
Presidente do Minas Tênis Clube

Prezado Senhor,

O aumento da taxa de condomínio do MTC continua provocando indignação entre os sócios. Números apresentados em 2009, conforme publicação na revista MTC maio/2010, despesas com pessoal no valor de 31.019.000,00 de reais e assistência a militantes na casa dos 4.036.000,00 revelam que a administração precisa de concentrar seus esforços priorizando metas como combater o empreguismo, os salários generosos de um número elevado de gerentes, os altos gastos com militantes (esportes) que nada, ou quase nada, revertem em benefícios aos sócios. E, sobretudo, com o desperdício de água e energia elétrica, lembrando que o esperdício de eletricidade continua no 5º andar do prédio sede do Minas I, além de outros pontos citados em nossas correspondências anteriores, que geram mensalidades cada vez mais altas e benefícios aos sócios cada dia menores.

Contas na internet. Continuamos a insistir que o nosso MTC publique no seu site, em tempo real, tudo que arrecada e gasta (receitas, despesas e nomes). Sobretudo, porque dará ao minastenista condições de fazer comparação de procedimentos e até oferecer produtos e serviços por valores inferiores. Medida que, com certeza, vai conquistar o respeito e a admiração do clube inteiro.
É bom lembrar que o governo brasileiro vem implantando, com sucesso, o projeto Transparência Total – a partir de agora todos os municípios com mais de 100 mil habitantes terão que disponibilizar suas contas na Internet e entrar nessa engrenagem que a sociedade atual exige. Entre modelos de sites com esse fim apresentamos o www.prestandocontas.sc.gov.br para que os profissionais de informática do clube encontrem o ideal para atender suas necessidades.

Obras. Na equação do urbanamente correto acho que essas obras nos limites da Rua da Bahia, cada dia mais estrangulada pelo transito de veículos, não deveriam ter sido feitas no terreno do Minas I. E, sim, na área do Minas II, já aproveitando para corrigir o forte declive do local. Nada de xiita. Mas derrubar uma árvore no bairro Lourdes, região em que o cimento vem impermeabilizando o solo com força total, não é uma boa política ambiental. Belo Horizonte perdeu, por menor que seja, um nicho ecológico importante para o logradouro. A nossa cota perdeu espaço na fração ideal de solo com o recuo obrigatório e a área de sol ficou sem boa e rica parte do sol da manhã.

Terça de carnaval - Numa falta de respeito ao sócio o MTC cancelou, nesse 2010, o tradicional baile carnavalesco, alegando ausência de público. O que faltou foi competência do setor de eventos para atrair os sócios e animar a festa momesca. O mesmo vem ocorrendo com a Sexta- Dançante do Minas I - a proibição de venda de convites para não sócios tem contribuído, e muito, para esvaziar o salão. E por que não voltar o Sábado-Dançante no Restaurante?




Folha 02



Sala de Leitura - Ainda continuam chegando dois exemplares do “Folha de São de Paulo’. O “Jornal do Brasil”, cortado no fim do ano passado, não retornou até hoje. A Sala merece mais títulos, principalmente, os veículos de comunicação de boa circulação em Belo Horizonte, sem falar que mais revistas nacionais vão atrair à leitura outros sócios.

Eventos sociais - Mesas e cadeiras usadas em eventos sociais no salão de festas fazem parte do patrimônio do clube ou são alugadas? O toldo colocado no quinto andar do prédio de atividades esportivas é alugado ou pertence ao patrimônio do MTC?

Lanchonetes - Difícil entender essa política de proteção aos produtos da AmBev, proibindo Coca-Cola de ser vendida dentro do clube; situação semelhante ocorreu com o Banco do Brasil. E não foi bom para os sócios em número grande de correntistas do BB.

Há contadores de história que defendem que a célula-mãe do MTC foi gerada entre conversas do Chefe de Gabinete Juscelino Kubitschek e o Governador Benedito Valadares. Daí materializou-se a inspiração de uma mulher para construção do MTC, exatamente, no lugar de um Jardim Zoológico previsto para a área da Rua da Bahia. Na página 20 do livro Minas Tenis Clube/1999 podemos cientificar que “a sugestão para o aproveitamento do “buracão’, como era chamado o terreno próximo ao Palácio da Liberdade, com a construção de um local para a prática de atividades esportivas partira de Dona Geni, esposa do então prefeito Octacílio Negrão de Lima”. Assim sendo, sugiro dar ao prédio do Centro de Atividades, que em pouco inaugura, o nome de Geni Negrão de Lima, já que poucas mulheres são homenageadas em nosso clube com esse mérito.

O MTC tem que ter por meta ser 100% democrático. Ele nasceu de um projeto em que o governo Getúlio Vargas criou para implantar Praças de Esportes nas principais cidades brasileiras com o objetivo de legar ao cidadão brasileiro acesso às atividades físicas proporcionadas pelos esportes. Deste modo, ajudar a valorizar e fundamentar a democracia no Brasil é dever de um clube que brotou para formar cidadãos em sua plenitude, inimigos ferozes de preconceitos e do autoritarismo.

Sem mais, antecipadamente, agradeço a atenção dispensada.

Atenciosamente,


WELINGTON ALMEIDA PINTO.



De: "Ines Maria de M. Franco"
Para: ouvidoria@minastc.com.br
Enviadas: Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010 15:57:27
Assunto: msn mensagem




Senhor Welington

Em resposta à correspondência encaminhada por V.Sa., temos apresentamos-lhe esclarecimentos necessários:

A taxa de condomínio foi apenas corrigida monetariamente, e o ajuste foi aprovado pelo Conselho Deliberativo, de acordo com as normas estatutárias.

Os salários pagos pelo Minas são compatíveis com o mercado de clubes no Brasil, conforme comprovado em pesquisa nacional recente. O montante da folha de pessoal do Clube está comparativamente abaixo da média dos grandes clubes brasileiros.

O Minas foi criado com a missão de fazer esportes, sempre o fez e continuará fazendo-o, inclusive obedecendo determinação do Estatuto. O esporte é um dos maiores patrimônios do Clube. A conta de “assistência a militantes” é totalmente suportada por patrocínios e incentivos.

Os balanços do Minas são analisados pela Comissão Fiscal, passam por auditoria independente, a Price Watherhouse, e são aprovados pelo Conselho Deliberativo, que é o órgão representante dos associados, conforme estabelece o Estatuto do Clube. Os balanços são publicados semestralmente na Revista e no website do Minas Tênis clube.

As obras realizadas no Minas foram aprovadas pela Comissão de Obras, pela Diretoria, pelo Conselho Deliberativo e pelos órgãos responsáveis da Prefeitura. Sugestões e críticas sem qualquer base técnica não são consideradas.

A área de alimentação e bebidas do Clube está sendo objeto de estudo por empresa especializada, visando a melhoria constante do atendimento aos associados.

Como instituição voltada para a promoção da saúde, o Minas não facilita a automedicação. Por isso, medicamentos não mais são fornecidos nas enfermarias do Clube, sem a devida prescrição médica.

As demais sugestões feitas por V.Sa., como baile Carnaval e sala de leitura, foram registradas e serão analisadas criteriosamente.

Atenciosamente,


Inês Franco
Ouvidoria Minas Tênis Clube

' (31) 3516-1100

ouvidoria@minastc.com.br / www.minastenisclube.com.br