segunda-feira, 13 de julho de 2009

QUEREMOS UM CLUBE TOTAL PARA TODOS

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Nos últimos anos tentou se passar aos sócios do Minas Tênis Clube a idéia de que, por ser uma entidade social estimuladora do esporte profissional, podemos diminuir os investimentos com a cultura e o lazer do sócio. Os acontecimentos provam que não. Cada dia o minastenista sente com o exagerado volume de dinheiro consumido na manutenção de equipes profissionais - ver balancete publicado na revista mensal do clube o quanto se gasta com os Militantes.

Não podemos deixar que a divisão do bolo seja de forma tão desigual e, ao mesmo tempo, atendendo interesses de uma minoria de sócios, seduzida pelo esporte profissional. É preciso separar o joio do trigo e repensar esse tratamento especial e distribuir de forma mais homogenia a receita do clube.

Afinal, cerca de 70 mil sócios compõe o universo do Minas, oriundo de uma classe sócio-econômica multivariada, que representa quase todas as especialidades do conhecimento humano. Portanto, imagino que todos eles estão em sintonia com a sociabilidade cidadã contribuindo, de uma forma ou de outra, com a ascensão do Minas Tênis a um ambiente social cada dia mais precioso.

Assim sendo, achamos que a cultura deve voltar a ser valorizada com carinho e qualidade. Entre as sugestões, reabrir a biblioteca infantil, onde havia até contadores de história compromissados em despertar o gosto pela leitura em nossos filhos e retomar o interesse pela realização das alegres e sadias noites dançantes - cultura recreativa.

Sabemos que administrar uma entidade assim tão grande e complexa não é fácil, até porque agradar a todos é quase impossível, mas se adotado um sistema mais participativo e democrático na gestão da casa podemos obter resultados valiosos até no controle do desperdício de bens naturais como água e energia elétrica.

Algumas reivindicações foram atendidas ao longo do tempo, como a antecipação no projeto de obras do novo parque aquático; colocação de balanças eletrônicas; a volta da mesa grande na sala de leitura... Outras, ainda estão sem respostas, como a construção do tanque para coleta de água das chuvas para uso nos chuveiros e lavagem de pisos; carteiras especiais para sócios dependentes acima dos 21 anos; extensão da clinica de fisioterapia aos sócios em convênio com a Unimed; volta do sábado dançante no restaurante; promover mais uma sexta dançante no mês; prestigiar o sócio com pelo menos dois bailes carnavalescos por ano...

Numa democracia, ensinar democracia desde a infância é um dever do pai, da mãe, do professor, de todos... Também de um clube social, onde a criança desenvolve a socialização e aprende a valorizar e a respeitar o coletivo.

Isso gera no sócio a participação efetiva com respeito e admiração pelos dirigentes de um clube que amamos desde cedo. E estimula a cada um de nós a fazer críticas positivas e sugestões a favor de um clube cada vez melhor; total para todos.




WELINGTON ALMEIDA PINTO
www.welingtonpinto.blogspot.com

32º OFICIO – GER.ESPORTE/LUIZ EYMARD - JUNHO DE 2009

Educação é o remédio que cura, liberta e faz crescer.



Prot . 1107-001/BH – 11.07.2009
Correspondência enviada sob protocolo no MTC e cópia por e-mail.


Senhor Luiz Eymard Zech Coelho
Gerente de Esportes do Minas Tênis Clube


Ontem, dia 10.07.2009, por volta de 18 horas procurei seu gabinete e o encontrei fechado, a fim de registrar uma “ocorrência” incidida minutos antes no recinto do vestiário para sócios do 5° andar do prédio da Arena.

Ao dirigir à área dos chuveiros, um jovem tomava banho sob pressão muito alta d’água, o que fazia espargir líquido para o corredor central de acesso aos boxes, obrigando-me a solicitar permissão para passar sem me molhar com água vindo de outro boxe. Ao encerrar meu banho, a pessoa continuava seu exercício debaixo d’água causando o mesmo transtorno. Repeti o pedido e ele, agressivamente, respondeu perguntando se eu era “bicha”. Então, indaguei se era sócio do clube. Num tom autoritário e áspero afirmou que era sócio-atleta. Tentei explicar que os boxes são de pouca profundidade, mas não quis ouvir e, mais enfurecido ainda, começou a me ameaçar com palavras de baixo calão. Para evitar mais bate-boca acalorado e problemas maiores, deixei a área para me vestir na sala extensiva. Enquanto assim procedia, o jovem atleta deixou o chuveiro aberto e tornou a me agredir com palavras e ameaças, dizendo que se eu continuasse a encher seu “saco” iria partir para agressão física.

Assustado com tamanha violência, me contive. E deixei o local com a intenção de levar o fato ao conhecimento da direção do Clube através de uma ocorrência na Gerência de Esportes.

Relembrando que dia 18 de outubro de 2008, logo após minha angioplastia para colocação de stent coronário, enquanto tomava banho na instalação acima citada, tive o Monitor de Freqüência Cardíaca furtado. Fiz a ocorrência no Clube e, até hoje, a administração não se manifestou - o meliante não foi identificado, aparelho não restituído e, pelo que sei, nada foi feito para aumentar a segurança eletrônica no local, como havia sugerido.

Sem mais, atenciosamente.




WELINGTON ALMEIDA PINTO/Gestor Cultural. Projeto Leia, Brasil

31º OFICIO/´PRESIDENTE-AUMENTO-JUNHO DE 2009

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Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê. M. Lobato.


Prot. 0506-001/BH – 05.06.2009.

Senhor Sérgio Bruno Zech Coelho
Presidente do Minas Tênis Clube


Prezado Senhor,

O aumento da taxa de condomínio do MTC continua provocando indignação no meio dos sócios; entendemos que a administração precisa de concentrar seus esforços priorizando metas como combater o empreguismo, os salários generosos, os altos gastos com militantes (esportes) e, sobretudo, com o desperdício de água e energia elétrica. Lembramos que o desperdício de eletricidade continua no 5º andar do prédio sede, mesmo com o compromisso da Superintendia de resolver, há mais de um ano, entre outros, esse descaso: “Caro Welington - Nós, como prestadores de serviços, procuramos atender o máximo possível às solicitações dos associados/Quanto às lâmpadas do 5º andar solicitei à Gerência de Manutenção fazer a verificação... /Atenciosamente,/José Osvaldo”.

Todos nós sabemos que a pré-condição para um consumo correto em qualquer instituição é assegurar as metas de redução de gasto de água e de energia elétrica atreladas às metas ambientais que o mundo exige, caso contrário, você paga a energia que consome e a que joga fora, conforme alerta a Cemig, diariamente, pela mídia. Portanto, investir em um novo projeto de iluminação nas instalações do MTC, elaborado por um especialista competente, poderá registrar redução expressiva na utilização desses bens naturais.

Tão infeliz como escrever clube sem “e”, foi não levar adiante a implantação das catracas eletrônicas para leitura de impressão digital do sócio ao entrar nas dependências do clube. Por que não deu certo? Quanto já foi gasto nesse projeto? Está ou não descartado?

Na oportunidade, sugerimos que o nosso MTC tenha todas as suas contas, receitas e despesas, disponibilizadas na Internet, isto é, publicadas em tempo real no site: www.minastenisclube.com.br a exemplo de esferas governamentais que veem adotando a política de transparência total desde o ano passado, recordando que a história da “comunidade minastenista” começou a existir dentro de um gabinete político, atendendo a expressa vontade do Governador Benedito Valadares, isso é, bem antes de 25 de novembro de 1935, data da reunião/assembléia na sede do Automóvel Clube em que foi assinada a ata de fundação do Minas Tênis Clube a ser construído em área cedida pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, politicamente, acordado com o Prefeito Otacílio Negrão de Lima.
Atenciosamente



WELINGTON ALMEIDA PINTO