terça-feira, 29 de junho de 2010

* QUEREMOS UM CLUBE TOTAL PARA TODOS

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* A verdadeira revolução não é a revolução nas ruas, mas na maneira revolucionária de pensar. Charles Maurras


Nos últimos anos tentou se passar aos sócios do Minas Tênis Clube a ideia de que, por ser uma entidade social estimuladora do esporte profissional, podemos diminuir os investimentos com a cultura e o lazer do sócio. Os acontecimentos provam que não. Cada dia o Minastenista sente com o exagerado volume de dinheiro consumido na manutenção de equipes profissionais - ver balancete publicado na revista mensal do clube o quanto se gasta com os Militantes.

Não podemos deixar que a divisão do bolo seja de forma tão desigual e, ao mesmo tempo, atendendo interesses de uma minoria de sócios, seduzida pelo esporte profissional. O MTC é um clube que abriga, em números elevados, sócios que militam nas áreas da ciência, da biologia e da filosofia, inclusive de atletismo. É preciso separar o joio do trigo e repensar esse tratamento especial, distribuindo de forma homogênea a receita do clube.

Afinal, cerca de 70 mil sócios compõem o universo do Minas Tênis, oriundo de uma classe socioeconômica multivariada, que representa quase todas as especialidades do conhecimento humano. Portanto, imagino que todos eles estão em sintonia com a sociabilidade cidadã contribuindo, de uma forma ou de outra, com a ascensão da nossa entidade a um ambiente social cada dia mais precioso.

Achamos que a cultura deve voltar a ser valorizada. Entre as sugestões, reabrir a biblioteca infantil, onde havia até contadores de história, compromissados em despertar o gosto pela leitura em nossos filhos. Além de retomar o interesse pela realização das alegres e sadias noites dançantes - cultura recreativa.

Sabemos que administrar uma entidade tão grande e complexa não é fácil, até porque agradar a todos é quase impossível. Mas, se a administração valorizar mais o sistema participativo e democrático do sócio na gestão da casa, podemos obter resultados valiosos, principalmente no controle do desperdício de bens naturais, como água e energia elétrica.

Algumas reivindicações foram atendidas ao longo do tempo, como a antecipação no projeto de obras do novo parque aquático; colocação de balanças eletrônicas; a volta da mesa grande na sala de leitura... Outras, ainda estão sem respostas, como a construção do tanque para coleta de água das chuvas para uso nos chuveiros e lavagem de pisos; carteiras especiais para sócios dependentes acima dos 21 anos; extensão da clinica de fisioterapia aos sócios em convênio com a Unimed; volta do sábado dançante no Restaurante; promover mais uma sexta dançante no mês com a volta dos convites...

Numa democracia, ensinar democracia desde a infância é um dever do pai, da mãe, do professor, de todos... Também de um clube social, onde a criança desenvolve a socialização e aprende a valorizar e a respeitar o coletivo.

Isso gera no sócio a participação efetiva com respeito e admiração pelos dirigentes de um clube que amamos desde cedo. E estimula a cada um de nós a fazer críticas positivas e sugestões a favor de um clube cada vez melhor; total para todos.



WELINGTON ALMEIDA PINTO
www.welingtonpinto.blogspot.com