Prot .1005-001/BH – 19 de agosto de 2006
Correspondência enviada via fax e cópia pelos correios.
Senhor Kouros Monadjemi
DD Presidente do Minas Tênis Clube
A convocação de Assembléia Extraordinária do Conselho do Minas, marcada para 21 próximo, apregoada nas dependências do clube, mostra na pauta uma questão que vem trazendo inquietação entre os sócios: aprovação de um empréstimo de 2 milhões de reais para aplicar nas recentes obras de construção - estranhamos a chamada sem a assinatura do presidente do Conselho, Dr. Paulo Eduardo Almeida de Mello.
Empréstimo desnecessário. A qualquer sócio que perguntar, ele vai dizer que basta combater o desperdício que vai sobrar muito dinheiro. O Minas tem administrado mal seus recursos, a começar pelo grupo de gerentes, cerca de 20 ganhando uma fortuna, mais um Superintendente Geral, cujo cargo ninguém sabe bem para que serve, que gastou um bom dinheiro (fiz 3 cartas a ele perguntando o valor, sem respostas) para confeccionar e enviar o volante/carta aos cotistas, postado dia 01 de março de 2006, alertando sobre a utilização indevida da carteira de sócio por terceiros, matéria já publicada com destaque na Revista do clube.
No item desperdício de bens naturais como água, luz e energia outro absurdo. Muito dinheiro jogado fora e evidente desrespeito à Natureza. Há um mês atrás, percebi num dos banheiros do Minas Country que o registro de um dos mictórios estava estragado, deixando vazar muita água. Reclamei. Quinze dias depois voltei e o registro continuava sem conserto. Reclamei de novo. Domingo último, deparei com a mesma situação de descaso. Revoltado, pedi a presença do encarregado de manutenção, mas ele estava de folga. Perguntei por outra pessoa capaz de resolver o problema, porque eu estava decidido a não deixar o clube sem ver o problema resolvido. Uma hora depois, surgiu um bombeiro que consertou o registro em pouco mais de dois minuto. Energia: com a separação da sala de leitura no quinto andar do Minas I, esqueceram de dividir as tomadas de luz entre as salas. Reclamei várias vezes por um longo tempo sem sucesso. O problema só foi resolvido quando procurei um eletricista do clube para resolver a questão. Coisinhas simples, mas que fazem a diferença e nos apontam que o descontrole pode ter dimensões maiores em outras esferas da administração.
Em cartas anteriores e encontro com V. Sa. sempre critiquei a gestão administrativa do Clube, alertando pelos gastos excessivos e oferecendo soluções para diminuir o custo Minas, exatamente para não sermos surpreendidos com um pedido dessa natureza: dinheiro de Bancos para concluir, em tempo previsto, uma obra não absolutamente necessária e que está transformando nossa área de lazer, que antes era um “oásis” numa selva de pedra em uma pequena clareira nesta mesma selva de cimento armado.
Atenciosamente,
WELINGTON ALMEIDA PINTO/Escritor. Projeto Leia, Brasil – Rua Leopoldina, 836/303
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